Crítica

 Depois de recolhermos os inquéritos realizámos um relatório onde mostramos todos os dados recolhidos e no fim elaborámos uma crítica aos resultados que obtivémos, que achámos importante partilhar convosco.

 

 

 

 

      Depois de uma análise atenta dos dados recolhidos, somos capazes de concluir que ao contrário do que muitos achavam, o tema do voluntariado ainda não foi falado de forma a levar todas as pessoas ao esclarecimento sobre esta matéria.
      Dividindo os resultados pelos dois tipos de inquéritos distríbuidos consideramos que:

      Para o segundo e o terceiro ciclo, os resultados foram positivos, apesar de ainda ser notória a pouca consciência da realidade, todas as crianças manifestaram vontade em vir a exercer voluntariado.

No caso do secundário a situação é mais grave. Queriamos deixar claro que nos preocupa a falta de solidariedade que os mais velhos demonstram para com quem mais precisa. A falta de conhecimentos sobre esta matéria é escandalosamente preocupante, pois existem alunos com 16,17 e 18 anos que consideram que o voluntariado é uma profissão, mais ainda, os dados permitem concluir que há quem fizesse voluntariado apenas para seu próprio bem e não para o bem dos outros. 
      Contudo, a pergunta que mais nos chocou foi a número 5. É dificil acreditar que com tantas campanhas de sensibilização levadas a cabo pelas instituições de solidariedade e apoio social, com divulgação nos meios de comunicação social, o desconhecimento seja tão grande. A esta pergunta apareceram todo o tipo de respostas, enunciamos as mais descabidas:

           - Apoio contra as senhoras sem mama;

           - DECO;

           - Jovens em Movimento;

           - Associação de Defesa dos Animais;

           - ASAE;

           - UEFA;

           - Apapol

Nesta questão, ainda percebemos que os jovens não sabem a diferença entre instituições voluntariosas e organizações institucionais e por essa razão também surgiram respostas como:

            - OMS;

            - Unicef;

            - UNESCO, que nada tem haver com apoio social;

            - Cruz vermelha

       É  ainda importante referir que ao contrário das estatísticas, os resultados dos rapazes foram francamente mais positivos que os das raparigas, pois para além de demonstrarem mais conhecimentos sobre o assunto, manifestaram mais sensibilidade, maturidade e consciencia cívica nas suas respostas.

 

       É portanto, de fácil conclusão, como anteriormente referimos, ainda ninguém sabe o que é exactamente o voluntariado, a sua importância apesar de a maioria responder que é muita pouco se nota. Vivemos numa sociedade profundamente destruturada e para ajudar não é preciso ir para África em grandes missões humanitárias, ás vezes, basta olhar para o lado que está bem perto de nós, na escola, na nossa vizinhança e até na nossa família. 
       Ser voluntario, mais que dar materialmente é dar-se a SI mesmo e ao seu tempo. Estender a mão a que mais precisa não é perder tempo mas ganhá-lo, uma palavra amiga e um sorriso todos temos e esses ainda não pagam imposto.
       O nosso grupo com estes resultados ficou com ainda mais vontade de trabalhar e sensibilizar, porque ainda há muito por fazer e todos os dias há mais alguém a precisar. É nosso dever deixar o mundo melhor do que o encontrámos e é com essa intenção que vamos realizar o nosso trabalho tendo sempre em vista um “amanhã” melhor, sabendo que com um simples projecto podemos  dar o maior contributo.