Não fomos embora!

Em primeiro lugar, queremos pedir desculpa a todos aqueles que nos acompanham e ficaram todo este tempo sem saber o que se passava.

Não desistimos deste grande projecto, mas fomos obrigadas a fazer reformulações profundas, naquela que era a sua versão inicial e que todos conheciam.

 

E porquê?

 

  Para realizarmos o projecto nos moldes que idealizamos, precisavamos de uma autorização do Sr. Director da nossa escola e de um comprovativo de matricula que teria que ser emitido pelo mesmo. Estes documentos foram solicitados pelo Sr. Director da Casa de Acolhimento onde iamos desenvolver o projecto, era uma simples burocracia que era exigida afim de ficarmos cobertas pelo seguro escolar.

  Quando levámos o pedido de autorização ao gabinete da direcção, fomos surpreendidas com um NÃO a tudo o que estava planeado e já acordado com a casa. O Sr. Director foi claro e disse-nos que não queria nada do que lhe estavamos a apresentar, por não ser um PROJECTO. Fez questão de nos explicar o que se entende por projecto e pediu-nos que procedecemos ás alterações a fim de nos conceder a autorização de que precisavamos, no entanto frisou que a Casa seria utilizada única e simplesmente para recolha de informação e nunca para a acção social que era a base do nosso projecto original.

 

Posto isto, tivemos que ir de encontro ás directrizes que nos foram dadas e por isso pusémo-nos a pensar!

 O que nos foi pedido foi que idealizassemos algo, que um dia mais tarde uma de nós podesse por de pé, que projectassemos algo que alguém com capital tivesse interesse em construir ou aplicar.

Como não quisemos abandonar a vertente social, que era a marca do projecto, pensamos em idealizar a Casa de Acolhimento Ideal.

 

Usando como exemplo a casa da fonte, vamos projectar uma casa com todas as condições necessárias para acolher as crianças da melhor forma e conceder-lhes tudo aquilo a que têm direito, por forma a que se sintam na sua própria casa.

 

De qualquer forma, vamos angariar fundos e materias para a Casa da Fonte, vamos dar tempo aquelas crianças,

 vamos continuar a dar-lhes a mão!